Para o Sindicato – APEOC é mais um traiçoeiro golpe dos governadores contra os profissionais da educação. Trabalhadores que deveria merecer respeito, tratamento digno e reconhecimento à nobre missão que exercem no contexto social. Portanto, uma inexplicável ação com objetivos escusos e propositais para manusear de recursos públicos. É também inexplicável a afirmativa de não possuir os estados recursos suficientes para o pagamento do insignificante valor estabelecido como piso nacional de salário dos professores e plano de carreira da categoria, como assim divulgou o jornal Folha de São Paulo.
Propositadamente esquecem os 27 governadores estaduais o que já afirmou diversas vezes o atual Ministro da Educação, assegurando que - “o governo da União tem recursos disponíveis para fazer a complementação financeira aos estados e municípios que comprovem, através de planilhas, insuficiência de recursos para pagamento de salário dos profissionais da educação básica”. Infelizmente, o Ministério da Educação ainda não avançou na fixação de critérios para o repasse das verbas federais exclusivamente para os salários dos professores.
Nesse jogo de empurra entre Ministério de Educação e governadores de estados a vítima impotente é o professor, entre rochedo e maré. Hoje, ameaçada de não receber em 2014 o percentual de reajuste salarial que tem direito, 19%, de acordo com o estabelecido pela Lei do Piso.
O que desejam os governadores? Reajuste de apenas 7,5% em 2014. Percentual com base no INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor apurado pelo IBGE do ano anterior acrescido de 50% da variação real (descontada a inflação) do FUNDEB. Atualmente o valor do piso é de R$ 1.567,00, se reajustado em 19% passaria para R$ 1.865,00. Se o governo federal aceitar a proposta dos 27 governadores e se esta proposta for aprovada pelo Congresso Nacional, o piso de 2014 será de R$ 1.684,53, reajuste de R$ 117,53, o que significa redução salarial para uma categoria que sofre hoje, tremenda disparidade salarial entre servidores públicos de idêntico nível de escolaridade. Por outro lado, o professor permanecerá ad eterno na base da pirâmide salarial, ou seja, com o menor salário entre os demais profissionais servidores públicos.
Com essa nefasta proposta de achatamento salarial, os 27 governadores estaduais decepcionam mais uma vez a sociedade brasileira e demonstram com cristalina evidencia insensibilidade no trato com a educação nacional. Esse pseudogrupo de gestores públicos ainda se distancia da estrutura mestre do desenvolvimento econômico e social do país. Assim como nega à nação a força da educação para formação da mão de obra qualificada e imprescindível aos meios nacionais produtivos.
Esses gestores inimigos da educação ainda renegam compromissos reafirmados, sucessivamente e em todas as suas campanhas eleitorais, quando dizem: “educação é prioridade das suas prioridades de governo”. O que poderemos imaginar daquilo que não seja prioridade desses algozes da educação e dos profissionais educadores? O que poderão ainda fazer esses traidores após reduzir o piso salarial dos professores? Bastam de traição, “senhores”, se ainda merecem ser chamados de senhores governadores!
A sociedade brasileira, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) – Sindicato – APEOC e as demais entidades de trabalhadores não poderão silenciar nem cruzar braços diante de tão grave ação antipatriótica contra o país, contra a nação e contra os trabalhadores brasileiros. Educação alavanca o bem estar social. Propor redução de valor no piso nacional de salário dos professores da educação básica é crime hediondo, senhores governadores! O povo brasileiro não merece tanta insensibilidade criminosa. Educação é mola de sustentabilidade da economia e do bem-estar social!
Editorial do Programa Educação em Debate
Coordenação Sindicato APEOC
(Fonte: APEOC)
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